Corrupção.

Denúncias de corrupção no MEC derrubam Milton Ribeiro

Foto internet.

O ministro cai sete dias após divulgação do áudio em que orienta empenho de dinheiro público para prefeitos indicados por pastores e de dizer que era um pedido especial do presidente Bolsonaro. Em troca da liberação de recursos, os pastores teriam pedido dinheiro e até ouro a prefeitos.


O país ouviu esse mesmo ministro dizendo a prefeitos que a atenção prioritária a um pastor tinha sido um pedido especial do presidente da República. E os cidadãos ouviram o presidente, por sua vez, dizendo que põe a cara no fogo pelo ministro. Dizendo e repetindo.


Mas nesta segunda-feira (28), ao contrário do que tinha afirmado, o presidente Jair Bolsonaro decidiu tentar se afastar do fogo em que o ministro ardia. Neste 10º dia desde que a imprensa revelou as suspeitas de corrupção no governo, Milton Ribeiro deixou de ser o ministro da Educação e alegou que saía por decisão dele próprio.


A sequência de denúncias sobre a existência de um gabinete paralelo no MEC aumentou a pressão política pela saída de Milton Ribeiro. Mesmo sem cargo público, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura tinham trânsito livre no ministério; costumavam marcar encontros de prefeitos com o ministro. Segundo as denúncias, prometiam facilitar a liberação de recursos da educação para municípios em troca de favores.


Mais informações G1.

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